Os olhos abrem vagamente.
Pessoas ao redor comentam sobre mim.
Estou confuso, mas percebo:
Pessoas de branco.
Enfermaria.
Colegas de quarto.
Dedução genial:
estou em um hospital.
Tento olhar meus braços e pernas.
Em vão.
As pessoas contam histórias.
Tento corrigi-las.
Não consigo.
Antes mesmo de entender o que acontecia, minha mente — que tantas vezes já me colocou em risco — sugeriu:
Não é real.
Sonho.
Encenação.
Alguma lição de moral.
Era até aceitável…
Cheguei a pensar: Tudo bem.
Vou participar da brincadeira.
Até porque…
era só isso que eu conseguia fazer:
pensar.
Síndrome do encarceramento, o médico dizia.
Preso no próprio corpo, meus familiares traduziram.
Quando a fome chegava, o frio apertava ou o suor escorria, o mistério reinava.
Passei a chorar ou rir na tentativa de expressar algo.
— Vamos passear no hospital?
— Não mesmo, pensava.
— Para isso, vou precisar te passar para a cadeira de rodas.
— Aff.
Doía.
E exigia vontade.
O que às vezes eu não tinha.
Mas isso não importava.
Algum abençoado sugeriu:
Piscar uma vez para sim.
Duas para não.
Eureca!
Passei a “interagir” melhor.
Construir palavras ainda era trabalhoso.
Porém, conseguir informar
frio
fome
quero
não quero
já era vitória.
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