Memórias
Estudos, trabalho, baladas.
Sempre correndo. Sempre ocupado.
Querendo sempre mais…
Relaxar?
Álcool resolvia. Ou pelo menos eu achava que resolvia.
Deus cabia em poucos segundos:
uma oração durante o dia
e o sinal da cruz ao passar por uma igreja. Nem aos domingos eu me comprometia.
O resto… era o que eu chamava de vida.
Conquistas, prazeres, excessos.
A receita perfeita.
“Se eu continuar assim, em breve estarei rico e tranquilo.”
Que ilusão!
Festinha?
Uhu!
Amigos, risadas, bebidas.
Meia-noite e meia.
Os olhos pesam… apagam.
O corpo cede.
Quando abrem… a festa acabou.
Os poucos que ficaram não estavam mais ali pra rir.
Estavam ali para cuidar do enfermo.
Eu.
UPA.
Casa.
Hospital.
CTI.
Quase um mês!
Despedida?
Ainda não!
Acordei.
Mas o corpo não.
A voz não.
Nem o café — que eu tanto gostava — era permitido.
Banho.
Barba.
Unhas.
Fralda.
Tudo dependia de alguém.
Ou melhor…
da boa vontade de alguém.
Engraçado.
Eu não tinha tempo pra Deus.
Mas Ele teve pra mim.
A fé do tamanho de um grão de mostarda me trouxe até aqui.
Mas foi a que move montanhas
que sustentou a dona Nadir.
Hoje eu sei:
eu pensava que vivia acelerado.
Mas só estava me perdendo mais depressa.
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👉 Uma Vida Que Mudou Num Piscar de Olhos
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