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Pedagogia do sofrimento

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Há momentos em nossa vida em que chegamos a questionar a Deus, porque acreditamos que a providência divina está demorando. Ou mesmo o porquê de estarmos enfrentando aquela situação.

Quando os dias difíceis passam, notamos que o “atraso” ou o momento difícil serviu para nos ensinar algo. Não há professor tão eficaz quanto o sofrimento — e o Senhor sabe disso.

Para os que compreendem o agir de Deus, a demora nunca é simplesmente atraso, e sim uma pedagogia singular do Senhor.

O que chamamos de demora é um momento repleto de propósito, seja para fortalecer nossa fé ou para entendermos o poder de Deus.

“Deus escreve certo por linhas tortas” — isso é verdade?

Nossas escolhas podem nos conduzir a caminhos tortuosos — e é isso que nossa mentalidade limitada conclui — mas Deus já planejou que percorrêssemos tal trajeto. E Seu nome será glorificado no fim. Cada parte faz parte do plano divino.

Ou seja, Deus escreve certo por linhas também certas, porém o projeto não é nosso, é de Deus — para alguns, isso é difícil de entender.

A fé pode enfraquecer durante o sofrimento. Duvidar das promessas e buscar segurança em outro lugar ou em outra pessoa parece ser a melhor solução. Nesse momento, crer deveria ser a primeira e única alternativa.


O propósito do dia mau

Por mais que seja proveitoso, o sofrimento não tem poder de levar alguém ao céu.

Contudo, já ouvimos muitos casos — e eu sou um exemplo disso — em que o sofrimento conseguiu aproximar alguém de Jesus.

Ele, sim, tem poder para conduzir à vida eterna.

Só Ele!

Há propósito em tudo o que nos acontece. Trocar o questionamento do “por quê?” estamos enfrentando determinada situação pelo “pra quê?” pode mudar nossa percepção e nosso comportamento durante a provação.

Precisamos crer para ver os milagres sendo operados.


Ainda que morto…

Vou resumir a história de Lázaro:

Lázaro morava em Betânia com suas irmãs, Marta e Maria. Ele era muito amigo de Jesus. Lázaro ficou doente, e suas irmãs avisaram Jesus. Contudo, o Mestre ainda demorou dois dias para ir até ele.

Quando chegou, Lázaro já havia morrido há quatro dias.

Marta disse:
— Se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

Jesus respondeu:
— Teu irmão há de ressuscitar.

Marta disse:
— Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

E declarou Jesus:
— Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isto?

Diante do túmulo, Jesus chorou, deu graças e ordenou:
— Lázaro, sai para fora.

Lázaro saiu vivo do túmulo, ainda envolto em faixas do sepultamento.

ress.

Se quiser ler a história completa desse milagre, leia João 11.


No tempo certo

Deus não atrasa nem demora; Ele age no momento exato.

Se Jesus tivesse curado Lázaro quando ainda estava enfermo, seria um milagre — e sobre isso não há dúvidas.

Contudo, será que estaríamos falando sobre isso hoje?

O que Marta pensou ser atraso fazia parte do plano perfeito de Deus. Pois quatro dias na sepultura eliminaram qualquer esperança humana de sobrevivência de Lázaro.

Nossa tendência de pré-julgar as ações do Senhor não descredibiliza a forma como Ele age.


A tristeza segundo Deus

Já dizia Paulo:

Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” — 2 Coríntios 7:10

Podemos entender que, segundo o apóstolo Paulo, há dois tipos de tristeza: a que vem de Deus e a que tem origem no mundo. A pessoa reconhece que pecou contra Deus, se arrepende verdadeiramente e altera o rumo da vida.

Gera transformação e salvação.

Esse trecho explica isso:
“…da qual ninguém se arrepende”

Tristeza do mundo

Aquela que não está voltada para os princípios bíblicos, mas para as consequências do erro cometido.

É mais sobre:
fui pego, perdi algo ou minha imagem foi afetada.

Essa tristeza não gera mudança, não aproxima a pessoa de Deus e a mantém no mesmo caminho.

Podemos entender por essa parte: “…opera a morte.”
E não necessariamente morte física, mas morte espiritual ou afastamento de Deus.

Exemplos bíblicos

Na história de Pedro, ele negou, chorou, se arrependeu e foi restaurado.
Já no caso de Judas, ele sentiu remorso e entrou em desespero.


A tristeza com Deus transforma; a tristeza do mundo é somente perda.


Este artigo foi inspirado em uma ministração realizada na igreja onde congrego. A mensagem foi conduzida pela Geralda Elizabeth — Lili. Que é líder de célula e professora da Escola Bíblica Dominical, .

Sou grato a Deus pela vida de pessoas que, com dedicação e amor pela Palavra, nos ensinam e nos conduzem a reflexões profundas como esta.

Caso queira assistir à transmissão, acesse o link abaixo:


Culto de Celebração 09hrs – 22/03/2026


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 Leia meu testemunho e descubra como Deus transformou minha história.

 👉 Uma Vida Que Mudou Num Piscar de Olhos


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