Na sessão de Pilates, a instrutora me ensinou um exercício. Eu estava deitado, voltado para cima e, entre uma série e outra, refletia sobre a vida. Olhava para o teto do estúdio enquanto ouvia o som ambiente.
Em uma dessas reflexões pensei: já tenho quase quarenta anos, preciso conquistar mais objetivos…
O pensamento foi interrompido por uma música animada, que me fez recordar algo marcante: o tempo em que passei hospitalizado.
Na minha segunda internação, o quarto em que fiquei por três meses e meio tinha outro paciente. Era um senhor em estado vegetativo. Os familiares revezavam para cuidar dele, e o celular de um dos filhos tinha como toque de chamada exatamente aquela música.
Naquele momento, eu, confinado em um quarto hospitalar, comecei a admirar detalhes da vida que antes passavam despercebidos.
Os poucos segundos de uma musiquinha alegre naquele ambiente tão pesado me faziam bem.
Mas, voltando à atualidade… estou na sessão, infinitamente melhor. Sigo cuidando da minha recuperação e… pensando em conquistas?
Aff…
Então, uma voz veio à minha mente:
“Tudo no seu tempo. Agora é tempo de se recuperar.
Seja grato pelo que tem e por como você já está.”

Padrões
Vivemos em um mundo que deseja sempre mais. Os padrões desta Terra são maquiados de conquistas — e eu sou reflexo disso.
Poderia não expressar tal anseio? Poderia.
Mas, em alguns momentos, me comporto, sim, de forma ansiosa.
Apesar de ter vivido uma experiência que me ensinou a valorizar bens que o dinheiro não pode comprar, ainda tenho lapsos de ansiedade.
Trazer um possível futuro promissor para o real presente — que deveria ser calmo — é uma tentativa quase diária.

Foco disperso
Posso simplesmente decidir não seguir essas tendências: ansiar por conquistas, prazeres, dinheiro…
Para alguns, isso pode ser fácil. Mas, quando percebo, já estou viajando em pensamentos, planejando, querendo…
Enfim, vivo uma guerra do eu contra o mim.
O “eu” me leva para os desejos.
O “mim” tenta me prender no presente.
Escolha sábia
No fim das contas, a decisão será sua — só sua:
Viver de modo a prejudicar a saúde, pagar todos os preços possíveis por realizações…que na maioria dos caso são ilusões disfarçadas de conquistas.
Ou conduzir a vida de forma equilibrada, confiando nos planos de Deus.
Escolha o melhor!
Mas lembre-se: as escolhas de hoje — boas ou más — influenciam o amanhã.
A boa parte
Na Bíblia lemos:
“Marta agitava-se com muitos serviços. Então disse a Jesus: Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado servir sozinha?
E Jesus respondeu: Marta, Marta, você está inquieta e preocupada com muitas coisas; todavia, apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.”
Lucas 10:40-42
Às vezes, estamos a bordo de uma embarcação que não conseguiríamos conduzir, ainda que o grande Capitão nos colocasse no comando.
Confie, Deus está no controle!

Menos preocupação, mais confiança
A palavra “preocupação” significa antecipar algo que perturba o espírito, a ponto de gerar sofrimento.
É a ânsia pelos possíveis resultados — na vida pessoal, profissional ou emocional — que abala nossa fé.
Preocupar-se é perder a tranquilidade sobre o que ainda virá.
Quando estamos preocupados, tentamos resolver tudo com nosso próprio conhecimento, nossos contatos e até com nosso dinheiro.
Mas quanto à confiança, lemos no manual da vida:
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.”
Provérbios 3:5
Vamos por partes
Separando Filipenses 4:6:
“Não estejais inquietos por coisa alguma”
Não devemos perder a paz por nada. Se algo não está sob nosso controle, devemos entregar nas mãos de Deus.
“Antes, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições”
Devemos orar. Conversar com Deus sobre tudo.
Lembre-se: o que é importante para você, também é importante para Deus.
“Pela oração e súplica”
Súplica é um pedido intenso, sincero, profundo.
Problema grande? Oração proporcional.
“Com ação de graças”
A gratidão combate a ansiedade.
Quem não é grato hoje, dificilmente será amanhã.
E você… tem motivos para agradecer hoje?
Ansiedade não escolhe idade
Após a Segunda Guerra Mundial, crianças órfãs foram levadas para um abrigo. Mesmo alimentadas, não conseguiam dormir.
Um psicólogo sugeriu algo simples: dar um pedaço de pão para cada uma antes de dormir.
Resultado: dormiram.
Mas ninguém comeu o pão.
Por quê?
Porque a segurança de saber que teriam alimento no dia seguinte trouxe paz.
A ansiedade vinha da incerteza.

Ao seu dispor
Nós temos o melhor alimento: o Pão da vida.
Não precisamos viver preocupados. Temos, à distância de uma oração, o alimento espiritual que sustenta hoje, amanhã e sempre.
E isso não é metáfora.
Jesus é real.
Essa mensagem não elimina problemas — mas remove o peso da ansiedade que eles trazem.
Entregue seus anseios a Deus.
“Bendito seja o Senhor, que dia a dia leva o nosso fardo.”
Salmos 68:19-20
Esse texto também teve a cotribuição do livro Ansiedade, Angústia e Medo, do pastor Jorge Linhares. Leia e aprenda a andar segundo Deus, e não conforme os padrões do mundo.
Link: Ansiedade Angústia Medo
“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora à sua vida?”
Mateus 6:27
🕯️ O Escrita em Chama nasceu de uma história real de superação, fé e milagres.
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👉 Uma Vida Que Mudou Num Piscar de Olhos
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