Pular para o conteúdo

A rampa — Refém de mim #9

  • por

 

Meu quarto ficava no segundo andar do hospital.
Em frente à janela, uma rampa.

Por lá desciam — ou melhor, eram  conduzidos — os recém…

Recém-falecidos!


Mas vamos falar de coisa boa: os extraordinários — mais conhecidos como funcionários.

Na hierarquia trabalhista, cada um tinha sua função. Na minha recuperação, todos, sem exceção, tiveram a mesma finalidade: me ajudar.

Alexandro, Isa.
Sara, Marli.
Laís, Vinícius.
Ana Cristina, Quésia.
Márcio, Maria.
Tuca, Vini.
E outros.

Da medicina à faxina, mas no meu coração, ocupavam o mesmo espaço.

Quem fazia o quê?

Boa pergunta!


Sem eles, hospital era só prédio.

Já nós, os pacientes, éramos outra coisa: o enredo.

O amante de pés.
O locutor.
A engraçadinha.
O sambista.
A novinha.
O caraquento.
Os abandonados.

Com “s”.

Gente que não podia receber alta, porque não tinha para onde voltar.

E ninguém que os buscasse…

Enfim, uma interseção de histórias.

Mas um objetivo comum:

não descer a rampa.


Conheça a história de quem dá vida a este blog.

 Uma Vida Que Mudou Num Piscar de Olhos


Ajude a manter essa chama acesa.
Se este conteúdo tocou seu coração, considere apoiar este projeto.
Sua oferta ajuda a manter o blog no ar — sem distrações, com foco na Palavra.

Quero apoiar <<


Mailbox@3x

Oh, olá 👋,
É um prazer conhecê-lo.

Quer receber meus artigos no seu e-mail? Então, se cadastre aqui!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Mailbox@3x

Oh, olá 👋,
É um prazer conhecê-lo.

Quer receber meus artigos no seu e-mail? Então, se cadastre aqui!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *