Em um dos monótonos finais de semana do hospital — quando não havia fisioterapia —, um desconhecido veio me prestigiar.
Entrou distribuindo sorrisos como se já me conhecesse.
A visita se apresentou: Douglas.
Antes ele, agora eu no leito.
Um grave acidente o levou para lá. A causa, diferente da minha, foi acidente de trânsito.
O rapaz já andava sem apoio algum.
Vemos muito sobre a figura do mentor.
E ele foi o meu!
Disse-me como eu poderia agir para sair logo dali.
Persistência, foco e muita fé seriam fundamentais.
Palavras que muito ajudaram!
Elas sempre estavam olhando para mim: Sylvana e Osram. Quando não estavam, tudo era mais difícil. Principalmente à noite. Duas lâmpadas…
Incentivado pelas visitas — verdadeiros anjos da guarda —, fiquei de pé.
Por pouco mais de dez minutos, permaneci apoiado na janela e suando.
Mas consegui!
Que desafio.
Que conquista.
Por falar em janela, através dela conseguia contemplar a belíssima vista de um farto mamoeiro.
Obrigado, Deus!