Sucesso mundial ou vexame nacional?
O carnaval brasileiro é considerado a maior festa popular do mundo. Essa festa possui um alto custo financeiro, e todos os anos são gastos milhões de reais nela.
Escolas de samba, carros elétricos e uma enorme estrutura para suportar o público são destinadas ao “evento da alegria”, que atrai turistas de todo o planeta.
Não é novidade que até recursos públicos são empregados na promoção dessa festa.
Ilusão voluntária
Ao longo dos anos, o carnaval vem se tornando a farra dos excessos: excesso de nudez, excesso de embriaguez, excesso de permissividade, em que uma máscara oculta a identidade, mas revela desejos carnais escondidos.
A bebedeira é espantosa, o nível de sensualidade é surpreendente, pois muitos aproveitam o momento de euforia para se iludir de forma etílica e voluntária.
Contudo, essa folia deixa um rastro de prejuízos. Eles podem ser físicos, emocionais, morais ou ainda todos juntos — e, por vezes, de forma irreparável.
Prazeres efêmeros, consequências Eternas
Parte da população brasileira está rendida aos prazeres carnais, e o “proibido proibir” vem ganhando força.
Nesse período de diversão, códigos de decência são rasgados e aquilo com potencial de ser um escândalo em outro tempo, no carnaval está liberado.
O carnaval pode promover uma ilusória alegria por alguns dias; porém, o saldo negativo é inegável: vida pessoal marcada drasticamente, casamentos destruídos, famílias desmoralizadas e até mesmo comunidades inteiras podem ficar prejudicadas após o divertimento.
Pessoas são introduzidas ao sexo casual, às doenças venéreas, às drogas ou ao adultério — tudo isso em nome do “no Carnaval pode!”. Esses dias de festa podem produzir uma felicidade efêmera e superficial, mas as consequências podem ser permanentes.
Grande banquete
Na Bíblia Sagrada temos um exemplo de uma grande festa ocorrida na Babilônia e registrada em Daniel 5.
O banquete reuniu cerca de mil pessoas, muito vinho, ouro, mulheres e concubinas. Além de tudo isso, a festa adentrou o território da profanação: o rei Belsazar resolveu profanar os utensílios trazidos de Jerusalém. Buscando uma experiência mais apimentada e arrebatadora, o rei decidiu beber vinho nos vasos sagrados. Todos os convidados acabaram aderindo a essa prática, tudo regado à adoração aos deuses idealizados na época.
Durante essa farra sem limites, algo inusitado e extraordinário aconteceu: surgiram dedos de uma mão que escrevia na parede. A cena mexeu com a estrutura mental do rei e dos convidados. Querendo saber a interpretação do que foi escrito, o rei prometeu recompensas financeiras e poder a quem conseguisse traduzir.Após tentativas frustradas de interpretação, foi levado à presença do rei Daniel, um homem temente a Deus e conhecido no reino por interpretar sonhos.
Por fim, Daniel interpretou a mensagem, que anunciava o fim do reinado de Belsazar, culminando em sua morte naquela mesma noite. A interpretação se cumpriu, e Dario ocupou o reino.
Contei essa história de maneira resumida, mas gostaria mesmo é de ilustrar que esse tipo de festa envolvendo álcool, prazeres, diversão desenfreada e profanação do sagrado está presente na sociedade há milênios. Apesar de acreditar ser inalcançável pela posição de poder, o rei não ficou impune às consequências.
Lição
Ao fazer um paralelo da história bíblica com o carnaval dos últimos tempos, podemos ver semelhanças, como atitudes impensadas durante momentos de euforia e consequências graves advindas, que podem acarretar até em morte — os noticiários não me deixam mentir.
Há decisões que podem ajudar a evitar esse mau caminho: ouvir e praticar a Palavra de Deus.
Não tapar os ouvidos, não fechar os olhos nem endurecer o coração quando Jesus Cristo é anunciado.
Quando a oportunidade de se arrepender dos pecados é negada, não somente o caminho da morte física começa a ser trilhado, mas também o da morte eterna.
O carnaval termina em cinzas, mas a festa com Jesus nunca acaba.
Volte-se para Deus.
Este artigo teve como base podcast do pastor Hernandes Dias Lopes.
Caso queira assistir ao episódio completo, acesse:
UMA FESTA DE CARNAVAL QUE TERMINOU EM MORTE
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